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“e eu fico até hoje, igual quando eu era pequeno, torcendo pra que o próximo artista seja muito legal.”

tvaz | 9 June, 2009

No ano de 1990 a MTV brasileira começava suas transmissões no Brasil e junto trazia o projeto MTV Unplugged (Acústico MTV). O acústico de Marcelo Nova foi o primeiro Acústico MTV a ser gravado pela emissora que então começou a lançar quase que um acústico por ano trazendo grandes nomes e/ou ressuscitando bandas dinossauros dos anos 80. Ganhou-se até a fama de que a fórmula para uma banda dos anos 80 voltar as paradas de sucesso seria gravar um Acústico MTV, vide Capital Inicial.

O selo Acústico MTV conseguiu a façanha de fazer o registro acústico do rei Roberto Carlos. Vocês sabem há quantos anos a imagem dele é exclusiva da Rede Globo de Televisão? E calculam há quanto tempo ainda será? Nem eu.

O Acústico MTV tem ainda seus selos irmãozinhos: Balada MTV, MTV Ao Vivo, Lual MTV. Que vez ou outra, principalmente o MTV Ao Vivo, conseguiram um bom destaque, mas nunca a soberania do Acústico.

Acontece que mesmo tentando manter a diversificação [Marcelo D2] e o nível dos artistas [Paulinho da Viola] convidados a gravar um Acústico MTV, o selo vem perdendo força. O formato cansou? Reflexo das mudanças na emissora? A questão é que se está existindo uma brecha nesse setor do mercado fonográfico, está surgindo então alguém para ocupar este espaço, e notei que este alguém é o Multishow.

Multishow é um canal de televisão das Organizações Globo fundado no ano de 1991 (um ano após a MTV). O canal ficou muito conhecido pelo Prêmio Multishow de Música Brasileira, surgido no ano de 1995, e também pela exibição de programas de clipes como o TVZ e os seriados Sex and the City e Anos Incríveis.

Desde 2004 o Multishow elegeu o seu selo soberano, não um Acústico, mas um Ao Vivo. O Multishow Ao Vivo deu suas caras com um tributo a Raul Seixas e no ano seguinte um tributo ao rock dos anos 80. Em 2007 ressurgiu com o registro do show do álbum Cê, de Caetano Veloso. No primeiro semestre deste ano lançaram mais dois discos: Vanessa da Mata e Rita Lee. E já foram lançados anteriormente: Capital Inicial, Ana Carolina e Skank.

Ainda sem usar o nome explícito de Multishow Ao Vivo, foram lançados Los Hermanos na Fundição Progresso e Ivete Ao Vivo no Maracanã.

A nova aposta é o selo Multishow Registro, em que já estão disponíveis os álbuns da banda Vanguart e da queridinha do Multishow, Ivete Sangalo.

Independente de ser MTV ou Multishow, com bons ou maus artistas, é inquestionável a qualidade visual e sonora dos álbuns lançados e eu fico até hoje, igual quando eu era pequeno, torcendo pra que o próximo artista seja muito legal.

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mercado fonográfico, mtv, multishow
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“Essa é a minha posição sobre o que está acontecendo, obviamente muito triste de ter que ficar longe de excelentes professores por um tempo ou pra sempre”

tvaz | 5 June, 2009

Começo pedindo desculpas aos leitores que não estão envolvidos no tema desse post, eu mesmo já tinha prometido que dificilmente falaria de novo do IESB aqui, mas no meio a tanta confusão desde a história da ultima campanha publicitária pro vestibular  - aquela do plágio - eu resolvi escrever mais uma vez sobre IESB, aproveitando que a instituição tem lido os blogs e a opinião da comunidade virtual, é muito bom saber que o espaço dos blogs tem sido valorizados.

Ano passado quando eu fui convidado pelo meu coordenador para organizar as oficinas do IESB Aberto, eu escrevi aqui sobre o trabalho que fizemos no evento e do orgulho que eu sentia de estar estudando naquela instituição. Me calar agora seria ficar em cima do muro, e isso não faz parte de mim.

Sou representante de turma e fui convidado para participar de uma reunião com os coordenadores da Comunicação Social, acabou que na reunião estavam presentes também a Profª Eda Coutinho e o Diretor Ricardo Carioni, e outros alunos além dos representantes.

O corpo dirigente explicou toda a situação que o IESB está passando e que as demissões estão acontecendo não apenas pelo título de Centro Universitário mas também pelo recredenciamento da faculdade. Em comitivas passadas do MEC estava sendo feito vista grossa para os professores sem especialização, mas as próximas comitivas não deixarão passar isto e se estiverem contratados professores sem titulação mínima exigida pela lei, o pior acontecerá, o IESB sofrerá uma intervenção e todos nós teríamos que nos virar para ajustar nossas grades em outras faculdades.

É do ponto de vista racional que temos que pensar agora. É uma atitude radical sim, mas ficou claro que o IESB jamais gostaria de estar passando por essa situação e muito menos nós alunos, porém ou é isso ou o IESB fecha. Me apropriando de palavras de uma aluna presente na reunião, digo, a culpa é muito mais da lei que não evolui a ponto de perceber que uma titulação não reflete o potencial de um professor (outros países já perceberam isso!) do que da instituição. E longe de mim ignorar títulos! Tenho meus planos de seguir estudando após a minha graduação.

O que eu levantei na reunião, pois eu sempre soube que não há mais como voltar atrás na decisão da direção foi: Está realmente garantida a volta dos professores que fizerem alguma pós-graduação até o fim do ano? Afinal terão novos professores em seus lugares. Pois é essa questão que está afligindo quem percebeu que é isso o que está realmente em jogo. A resposta que eu tive é que com certeza quem quiser voltar e não ’sabotar’ o aviso prévio terá sua vaga no final do ano. Existe toda uma arbitrariedade legal que não permite o IESB formalizar isto, será preciso então darmos voto de confiança pro IESB.

Essa é a minha posição sobre o que está acontecendo, obviamente muito triste de ter que ficar longe de excelentes professores por um tempo ou pra sempre, mas minha contribuição no protesto é: Não utilizem da hostilidade. Sejamos maduros para conversar com nossos coordenadores e diretores, caso contrário, nem as opiniões sensatas serão levadas a sério. E vamos nos preocupar com a volta dos nossos professores e não com a demissão, pois não tem como a direção voltar atrás.

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demissão, demissões, iesb, manifesto, professores, protesto
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“é uma forma curiosa de se analisar um psicopata, um fã, um amante, e por ai vai…”

tvaz | 10 May, 2009

Um amigo me lembrou de um filme que outro amigo tinha me indicado há algum tempo, Tony Manero.

O filme conta a vida de Raul, um homem com seus 50 anos, que leva uma vida mediocre e que fica fascinado por um personagem que ele encontrou no cinema, este personagem é Tony Manero, protagonista vivido por John Travolta em Os Embalos de Sábado a Noite. Em um concurso de imitadores, Raul tenta conquistar o título de Tony Manero Chileno, e leva a sério sua meta.

A narração acontece durante a ditadura de Augusto Pinochet. Apesar do filme não focar na ditadura, consegue com alguns detalhes em cenas recriar o clima pesado vivido pelos anos de chumbo chilenos. Interessante analisar também que Raul tem como ídolo um personagem americano, retrato da censura.

Agora vem um detalhe que desmonta o que tornaria o filme um filme hollywoodiano, com um protagonista superador de desafios. Ainda não contei que Raul é um psicopata. Ele é capaz de fazer qualquer coisa para viver a fantasia de ser Tony Manero. A soma de tudo isso é um filme escuro, denso e muito triste, mas não deixa de ser um excelente filme, é uma forma curiosa de se analisar um psicopata, um fã, um amante, e por ai vai…

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“pois então aqui está tudo o que eu sei sobre o Angelus, de Milet.”

tvaz | 24 April, 2009

Vim contar uma história que eu gosto muito, que confesso, não sei se todos os pontos são verídicos, porém é uma história que eu gosto.

Este post teve início em uma aula na faculdade quando o professor contou parte dessa história e ao fazer alguns acréscimos a fala do professor, queridos amigos engraçadinhos falaram que eu tava mentindo, pois então aqui está tudo o que eu sei sobre o Angelus, de Milet.

Jean-François Millet nasceu na França rural e foi seguir sua carreira como pintor em Paris. Ele foi precursor do realismo e ficou muito conhecido pelas representações de trabalhadores rurais, talvez, seu quadro mais famoso sobre este tema seja Angelus.

Atualmente no Museu de Orsay, em Paris, Angelus carrega muita história.

Milet já teria começado a pintar essa tela quando soube que haveria um concurso e pensou em inscrever sua obra, mas um amigo sugeriu que antes que a inscrição fosse feita algumas coisas na tela deveriam ser mudadas. Milet não poderia inscrever o retrato de um enterro. Exato, o quadro acima, antes representava um enterro.

Salvador Dalí, um profundo admirador dessa tela e responsável por várias releituras, teve a sensibilidade de ver que algo estava mais triste que o comum para uma pintura de trabalhadores rurais. Inquieto, solicitou ao museu a radiografia da obra. O resultado foi a revelação de que debaixo da cesta estava pintado um caixão. (Não sabia que tinha sido Dalí quem solicitou a análise, obrigado Eládio!). Dalí acreditava que dentro do caixão estaria o filho morto dos camponeses.

Algumas pistas foram deixadas indicando a real intenção do quadro: As imutáveis feições, a pá que virou um ancinho e a pilha de ossos atrás da mulher.

Adoro mistérios em artes!

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Angelus, Arte, Dalí, Milet, Pintura, Tela
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“Além de poder fazer perguntas a ele, meu espírito tiete falou beeeeeeeeem alto.”

tvaz | 16 March, 2009

Eu aos poucos estou completando a minha Lista Premium de Tietagem*. Eu sou tiete e pronto. Vou contar a vocês quem compõe a Lista Premium:

- Kiefer Sutherland (o imortal, Jack Bauer): todos se orgulham de falar que o McGyver foi o herói da sua época, a série que marcou e bla bla bla. O personagem que representa isso nos tempos em que eu vivo é o Jack Bauer e caso, eu, pessoa que vive a minha época, não admirar o herói do meu tempo, quem vai admirar? Os adoradores de McGyver? Então pronto, eu quero uma foto com o Jack Bauer e c’est finit (zéfini).

- Chico Buarque de Hollanda: Pelo que ele representou e ainda representa para a música popular brasileira de todas as formas, em todas as suas facetas. Por seu poder com as palavras (leia-se, entre vários leia-se: CONSTRUÇÃO). É o que eu sempre digo, um autor, compositor, e afins que utilizam as palavras da forma mais tradicional podem ser grandes com as palavras, mas os que sabem fugir do comum… esses são gênios. Também pelo que sua obra representou no meu entendimento de interpretação do mundo literário e o quanto acrescentou no meu apuro musical. Quando sua turnê passou por Brasília eu consegui algumas informações privilegiadas e tirei foto com ele no aeroporto, mas essas tremeram, ai eu corri pro hotel e consegui outra! Missão cumprida.

- Fernando Meirelles: Em 2004 eu confesso ser uma pessoa (um adolescente sem juízo de 15 anos) que falei mal de Cidade de Deus sem ter visto. Mas ai eu comecei a assistir as entrevistas do Fernando Meirelles e de repente eu descobri que tinha uma pessoa muito sábia por trás de tudo aquilo, parecia de fato um sábio falando, parecia não, eu descobri que Meirelles é um sábio.

Depois da sua figura, na minha televisão, ter me convencido a assistir seus filmes, não teve mais jeito, Fernando Meirelles tinha entrado pro meu TOP 5. Cidade de Deus e Domésticas invadiram minha coleção de DVD’s pra nunca mais sair.

Na época em que O Jadineiro Fiel foi lançado, eu escrevia em meu antigo blog ‘a coluna que não sai no jornal’. Soa engraçado, eu tinha 16 anos, e escrevi que a minha vida toda eu estava esperando um filme que realmente me marcasse, e que aquilo tinha acontecido ao ir assistir O Jardineiro Fiel, parece bobo mas era o que eu sentia na época e isso é legal.

Quando anunciaram que Ensaio Sobre a Cegueira seria adaptado para o cinema, escutei muita gente que não levava fé na adaptação, mas eu sabia que o Fernando Meirelles ia fazer um excelente trabalho, não deu outra.

No começo do ano passado, a minha faculdade promoveu a divulgação do último filme da Bruna Lombardi e podemos conversar um pouco com ela, e naquele dia, no bate-papo, disse a ela que nas nossas profissões sempre criamos nossos ídolos e que na área de comunicação, Fernando Meirelles é o meu ídolo.

Hoje, praticamente um ano depois dessa conversa, eu tive a chance de encontrar este grande ídolo. Minha faculdade, mais uma vez promoveu um evento bacana e pudemos ter uma conversa com o Meirelles. Além de poder fazer perguntas a ele, meu espírito tiete falou beeeeeeeeem alto. Consegui um autografo no meu DVD do Cidade, fotos e em nome da minha turma pedi um abraço. Ei turma, esse abraço foi pra vocês!

Hoje foi um dia muito legal pra mim! Obrigado IESB e obrigado Meirelles!

(posando pra foto abaixo!)

(’Sabe como é tiete né Meirelles?’)

(-:

*A lista com certeza está incompleta, estou esquecendo algumas pessoas que eu realmente incluiria aqui. Mas fui sincero quanto aos três, esses eu não esqueço.

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blindness, bruna lombardi, chico buarque, cidade de deus, domésticas - o filme, ensaio sobre a cegueira, fernando meirelles, ídolos, iesb, jack bauer, o jardineiro fiel
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“E a luz que continua acesa em seu quarto, marca o vestígio de Naya no meu condomínio.”

tvaz | 25 February, 2009

Eu nem sei porque vou falar sobre isso aqui, deve ser apenas vontade mesmo. Provavelmente vão me xingar, falar mal… nos comentários abaixo e por trás, mas eu vou falar. Escrevo o que eu quero. Acredito que o que mais me motivou a escrever esse post foi um título no messenger de alguém… ‘Foi tarde Sérgio Naya!’. É o tipo de atitude que eu repudio, é o tipo de atitude que eu não encaro como uma crítica e sim como uma falta de respeito.

Há menos de uma semana faleceu o Sr. Sérgio Naya, pessoa pública e provavelmente odiada por muitos. Eu era pequeno quando o Palace II caiu, mas eu me lembro como se fosse ontem, inclusive estive próximo ao local uns 2 anos depois do acidente.

Sou brasiliense, 19 anos, e há 6 meses resido em um novo endereço, há 6 meses me tornei vizinho do Sérgio Naya, pra ser mais exato seu apartamento está localizado acima do meu, então com freqüência dividia o elevador com ele. Pude perceber em suas feições uma tristeza muito grande, não sei se ele já era assim antes de tudo o que aconteceu em sua vida, ou se era apenas impressão minha, mas eu também pude perceber uma pessoa muito educada.

Eu e alguns amigos resolvemos aprender Italiano e antes das aulas começarem eu coloquei no carro meus dois discos do Chico Buarque cantando em Italiano, e outro dia entrei na garagem ao som de ‘Rotativa’ (Roda Viva). O Sr. Sérgio Naya estava na garagem e ao subirmos no elevador ele comentou sobre a música e o fato dela estar em Italiano, foi o último contato que eu tive com meu vizinho.

Independente do que ele fez ou deixou de fazer, hoje, acredito que meu prédio inteiro sente a falta da figura de Sérgio Naya, um vazio principalmente ali na vaga onde ele parava seu carro. E a luz que continua acesa em seu quarto, marca o vestígio de Naya no meu condomínio.

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“Não me causou traumas, mas eu também me lembro de um dia de domingo em que acordei molhado”

tvaz | 29 January, 2009

Quando eu olho pra trás e lembro de quantos video games eu já tive eu até me impressiono. Com certeza passarão por este post muitos leitores que já tiveram muito mais video games do que eu, mas eu duvido muito que todos esses leitores sentem a mesma nostalgia que eu sinto ao falar dos meus antigos video games, em diversos momentos esses vídeo games estiveram presentes em momentos diversos da minha vida, aniversários, alegrias, BRIGAS…

Telejogo

Me lembro quando meu pai entrou pela porta com aquela caixa imensa, e eu to mentindo, eu nunca tive um Telejogo né?

Atari 2600

Eu não me lembro bem, mas acho que esse já estava na minha casa quando eu vim ao mundo, mas eu tive chance de jogá-lo. Lembro-me que Pitfall e Enduro eram jogos bem desafiadores para uma criança bem pequena, bem pequena mesmo. Eu tive mais chance de entender e me divertir com o Atari depois que eu já tinha tido a oportunidade de brincar em outras plataformas, mas sem dúvida valeu muito a pena!

Phantom System (NES)

Com as leis protecionistas brasileiras, logo após a redemocratização, era permitido criar clones de equipamentos eletrônicos, como computadores MAC ou Nintendinhos, partindo daí podemos entender os atuais Polystations. A Gradiente lançou então o seu videogame 8 bits baseado na plataforma da Nintendo, era possível assim jogar os jogos do Nintendinho no meu Phantom System. Quando eu digo meu posso estar mentindo novamente, eu continuava uma criança pequena, e quem era o verdadeiro dono desse video game era meu irmão. Eu me lembro da noite em que o Phantom foi instalado no quarto de TV. Não me causou traumas, mas eu também me lembro de um dia de domingo em que acordei molhado (sim) e eu chamava meu pai e ele não vinha porque estava entretido com meu irmão jogando um cartucho de luta de rua que eles tinham comprado na noite anterior. Nem sei porque eu conto isso aqui.

Super Nintendo

Em uma das viagens da minha mãe ao exterior a trabalho, ela trouxe uma surpresinha pra mim (ééé) e pro meu irmão, junto de suas malas estava uma caixa preta contendo o novo video game do momento, o Super Nintendo Entertainment System. Eu estava na rua com a minha mãe no dia em que meu padrinho foi lá em casa instalar a nova belezura eletrônica, ai o Motorola Startac Elite da minha mãe tocou e era meu tio anunciando que estava tudo OK. Atazanei minha mãe pra irmos logo para casa, consegui e cheguei a tempo de ver ainda meu irmão jogar a primeira fase, partimos pro modo 2 players e ai foi só alegria com o SNES.

No natal desse ano, eu me lembro de ter ido ao Conjunto Nacional um dia a noite com meu pai e ele me deixou escolher um cartucho para o video game, eu escolhi o fantástico Mario Kart, que rendeu muita história, principalmente no modo battle. Quando chegamos em casa, ele disse que iria colocar na janela pro Papai Noel pegar e me entregar no dia de natal e assim foi feito, no dia 24 de dezembro o bom velhinho visitou a casa da minha avó e me entregou pessoalmente meu Mario Kart.

No meu aniversário, ganhei atrasado da minha tia o jogo do Taz e lembro que esse jogo também foi entregue na casa da minha avó em um almoço que aconteceu lá.

Todos os meus primos tinham um Super Nintendo e o intercâmbio de informações e cartuchos era imenso, inclusive me lembro uma discussão com meus primos em que eu dizia que era ‘FASE’ (do jogo) e eles insistiam em dizer ‘FRASE’ do jogo, ai ai, bons tempos.

A era SNES (a do NES também) foi muito lucrativa para a vídeo locadora que tinha perto da minha casa chamada CANAL 3, era um paraíso ir lá alugar jogos. Um dia uma fita de um jogo de dinossauros ficou perdida lá em casa e os donos da locadora entenderam que o atraso não foi por mal e perdoaram a imensa multa!

Nintendo 64

Esse é foi mais um console que veio do exterior, quem o trouxe foi meu padrinho. E mais uma vez a casa da minha avó foi cenário… ele tinha levado o video game pra lá pra me entregar. Era domingo beeeem tarde quando voltamos pra casa e o resultado disso foi acordar cedo pra jogar antes de ir pra aula! O primeiro jogo foi Mario Kart 64, um jogo que assim como o do SNES rendeu muitas histórias no modo battle. Na escola eu falava que eu tinha um N64 ninguém acreditava!

É impossível falar de Nintendo 64 sem falar de 007 - Goldeneye e Zelda: Ocarina of Time, foram jogos que não tem como esquecer, marcaram.

Playstation

Em 1998 fiz minha primeira viagem a NYC e voltei de lá com três Playstations, um pra mim e os outros pros meus primos. A cotação do dólar ainda era 1 pra 1 e o console custava a bagatela de 100 dólares! No avião essa era a minha bagagem de mão, esses consoles cairam no meu pé quando eu estava dormindo durante o vôo, ao acordar eu não sentia mais meu pé.

Foi sem dúvida o console em que eu tive a maior variedade de jogos, confesso, tudo pirata, com exceção de alguns jogos que eu comprei original durante a viagem.

Dreamcast

Foi meu primeiro console da Sega, não fiquei muito tempo com ele, mas juro que curti cada momento em que ele esteve no meu quarto. Vários jogos piratas, um original.

Gamecube

Esse vídeo game era muito legal, mas foi um fracasso dentro da minha casa. Na onda dos jogos piratas, eu comprei um console que não tinha desbloqueio e fiquei com uns 3 títulos originais e quase não aproveitei o Game Cube. Ficou abandonado durante muitos meses, quando eu decidi vende-lo, surgira o desbloqueio pro cubo. Mas já era tarde, precisava vendê-lo.

Wii

Quando eu achava que nunca mais teria vídeo game na minha vida, surpreendentemente o Wii cai do céu. Parece que não foi só uma alta nos vídeo games na minha vida não, mas em geral, parece que as pessoas voltaram a ter gosto por jogos eletrônicos.

Quando instalei o Wii na TV aqui de casa, minha mãe e minha tia entraram na fila pra jogar tênis! É mole?

Ainda tiveram os Game Boys, mas isso fica pra outro dia. Algo me diz que minha relação com jogos eletrônicos não para por aí!

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“Flora vai deixar saudades, e que venha a chata da Glória Perez.”

tvaz | 15 January, 2009

A Favorita vem chegando ao fim em grande estilo. Mais uma vez um folhetim emplacou uma vilã que conseguiu conquistar os telespectadores e prender o Brasil inteiro na hora da novela, e claro, isso se deve a Patrícia Pillar que soube construir uma Flora que entrou pra história da teledramaturgia.

Flora no seu passado foi parceira sertaneja de Donatela e estouraram com um hit chamado ‘Beijinho Doce’. Muitos não sabem, mas essa é uma música antiga, uma composição de Nhô Pai do ano de 1945! Fez muito sucesso nas vozes de Tonico e Tinoco em 1965 e também nas vozes das Irmãs Galvão em 1981.  No ano de 2009 quem trouxe essa moda de viola de volta as paradas (da Internet, principalmente), foi Flora, a loira malvada que o país tem parado para assistir.

Depois do capítulo em que Flora retoma sua carreira como cantora e é desprezada pelos seus convidados (comprados), o pessoal da Internet rapidamente tratou de divulgar a versão da loira malvada e preparar vários remixes de ‘Beijinho Doce’, inclusive alguns incluem alguns bordões da vilã: ‘gentalha’, ‘careca sebosa’, ‘classe mérdia’…

Flora vai deixar saudades, e que venha a chata da Glória Perez.

Tiago, você gosta de novela? Vocês sabem que sim. E de Sertanejo? Só de Faísca e Espoleta.

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“escolhi a véspera do natal pra gravar o meu vídeo”

tvaz | 26 December, 2008

Já pensou em ver um dia da sua vida passar em 90 segundos? Esse é um dos novos hypes da internet, você filma um dia inteiro da sua vida e depois edita em um vídeo de um minuto e meio. O ideal é fazer jus ao título desse projeto ‘My Day, Yesterday’, ou seja, filma e publica no dia seguinte.

Após ser apresentado ao ‘My Day, Yesterday’ no dia 23 de Dezembro, escolhi a véspera do natal pra gravar o meu vídeo. Confiram o resultado:


My (xmas) Day, Yesyterday from tvaz on Vimeo.

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“Só tomem cuidado… durante a noite, os espíritos do natal visitam as pessoas frias… “

tvaz | 24 December, 2008

Quem já assistiu Mary Poppins, deve se lembrar de um filme bem… sem censura. Mas graças aos programas de edição de vídeo, e claro, muito talento, podemos ver no you tube o lado mais perverso da Super Nanny dos anos 60. E convenhamos, mesmo na versão de 1968, Mary Poppins já deixava pistas do seu caráter diabólico.

Esse é um exemplo bem legal de como é possível manipular informações.

Hoje é véspera de natal, e desejo a todos vocês excelentes festas! Só tomem cuidado… durante a noite, os espíritos do natal visitam as pessoas frias…

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