Autor

Tiago Vaz

O que dizer sobre alguém de 21 anos, estudante de publicidade? Que ele ama os Beatles? Escuta Rossini e aprecia cantar e assobiar em diferentes ocasiões e momentos? Talvez que ele tenha o costume de assistir filmes e analisar as cenas durante a sessão de cinema.

Tiago Vaz treinou o olhar no intuito de guardar referências, talvez a fim de utilizá-las em suas concepções publicitárias. A fotografia agora se tornou um hobbie. Também, pudera depois de ser fotografado tantas vezes o feitiço se voltou contra o feiticeiro. Com sua máquina vai desafiar as regras do olhar convencional. Toda essa procura incessante por complemento e substância faz com que ele sempre tenha alguma informação a acrescentar, sobre qualquer assunto. Levando a reflexão quem está por perto, ouvindo e compartilhando seus planos geniais para o futuro.

Fly Me To The Moon é uma de suas músicas preferidas, seguida de All Of Me, na voz de Michael Bublé. Ou será aquela do The Carpenters que toca no filme 1408?! Rossini é para trazer à tona lembranças dos dias de Itália, seu lar por apenas alguns meses, mas que parece estar gravado em sua mente como uma marca indelével. Comentários sobre lembranças dessa época surgem a toda hora, até mesmo quando ele decide fazer compras de madrugada e começa a ler o rótulo de um risoto em italiano ou comenta sobre a arquitetura do prédio onde vivia, assistindo Eat, Pray, Love.

Afinal, por que Tvaz? Ele está sempre indo ao encontro dos amigos em todas as horas, sempre se incluindo em quaisquer oportunidades delineadas à sua frente. Trocar o pneu. Ir para lugares remotos sem mapa. Citar cenas de filme. Ver fantasmas. Roubar no banco imobiliário. Comer “cocante”. Se embebedar com sorvete de Baileys. No final, “a cidade dorme” e você sempre espera pela frase: Ci vediamo domani. Ah, mas só depois da novela.

O Blog

A reativação do blog, seguida do novo layout representam muito bem a nova fase na vida do autor. Os posts agora são mais coesos e concisos. A linguagem flui de maneira a incentivar a próxima leitura. O teor abordado em cada texto depõe a favor do bom senso sobre as escolhas das melhores notas a serem lidas e dedilhadas como na partitura de uma grande sinfonia, em que ele é o grande condutor levando-nos a lugares remotos, com uma estranha familiaridade. A escrita deste publicitário acorda a vontade adormecida em discutir assuntos diversos, de maneira a construir e desconstruir referências.

Por Gabriela Miranda, em seu blog, com adaptações.

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